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Ribeirão das Neves recebe lançamento da primeira coletânea poética da Editora Semifusa

No último sábado, 7 de março, o silêncio da noite em Sevilha B foi gentilmente interrompido pelo eco de 36 vozes diferentes. A Casa Semifusa não foi apenas um endereço na Rua Cataguases; transformou-se no epicentro de um movimento literário que promete deixar marcas permanentes na identidade mineira com o lançamento da "Coletânea Poética Nevense".


O evento marcou a estreia oficial da Editora Semifusa e o aguardado retorno do Sarau no Ribeirão, provando que a poesia em Ribeirão das Neves não está apenas viva, mas pronta para ser exportada.


Do Efêmero ao Eterno

O grande trunfo da noite foi a materialização da oralidade. Durante anos, a produção literária local pulsou na rapidez dos saraus e nas rimas de improviso. Agora, através da coletânea, essa produção contemporânea ganha o suporte do papel.

  • Diversidade de vozes: A obra reúne 36 autores, mesclando a sabedoria de escritores veteranos com o frescor de novos talentos da região.

  • Registro Histórico: O livro funciona como um documento da alma nevense, transcrevendo sentimentos que, antes, ficavam restritos ao momento da performance.


O Renascimento do Sarau


A reestreia do Sarau no Ribeirão trouxe uma atmosfera de celebração e resistência. O público, que lotou as dependências da Casa Semifusa, pôde presenciar leituras emocionadas e performances que reafirmaram a importância de espaços culturais descentralizados.

A viabilização do projeto pelo Edital 07/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Minas Gerais foi citada como um exemplo vital de como o fomento público pode (e deve) alcançar as periferias e regiões metropolitanas, fortalecendo a cultura onde ela nasce espontaneamente.


O Que Fica Para a Cidade


Com entrada gratuita e grande adesão da comunidade, o lançamento da Editora Semifusa coloca Ribeirão das Neves no mapa das publicações independentes de Minas Gerais. A Casa Semifusa consolida-se, definitivamente, como um polo de difusão que desafia o estigma de "cidade dormitório" para se afirmar como cidade criativa.

Para quem perdeu o evento, a obra agora inicia sua jornada por bibliotecas e centros culturais, levando o nome de Neves para além de suas fronteiras geográficas.


 
 
 

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