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Maior evento da Região Metropolitana de Belo Horizonte tem programação extensa no dia 9 de maio (sábado)


No dia 9 de maio de 2026, a Esplanada Ribeirão será o epicentro da cultura urbana mineira. O Festival Pá na Pedra, realizado anualmente pelo Instituto Cultural Semifusa, chega à sua nova edição consolidando-se como o maior evento de artes integradas da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com entrada franca, o festival reafirma seu papel na democratização cultural ao trazer o rapper Djonga como atração principal.


O Espetáculo Principal: Djonga


Referência absoluta no rap nacional, Djonga apresenta a turnê de seu oitavo álbum, “Quanto Mais Eu Como, Mais Fome Eu Sinto!”. O show transcende a música, configurando-se como um ritual de afirmação da arte preta e periférica. Com uma estrutura dramatúrgica que inclui atos, coral, seção de metais e a presença cênica do ator Haroldo (representando Exu) e da performer Iara Fernandes (referência Vogue), a apresentação promete um clímax de crítica social e potência coletiva.


Diversidade no Palco: O Line-up 2026


Além do headliner, o festival aposta em uma curadoria que abraça a diversidade sonora brasileira:


Guilherme Barros (Ribeirão das Neves): Representando a prata da casa, o artista traz uma proposta autoral sensível que une influências do indie rock (Jeff Buckley) ao Clube da Esquina.


Roça Nova (Zona da Mata/MG): Criadores do estilo "Caipigroove", a banda funde música caipira, ritmos afro-latinos e rock psicodélico, trazendo a estética do campo para a modernidade urbana.


Entalpia (São Paulo/SP): Banda independente que explora as texturas da soul music e das brasilidades, utilizando a metáfora da termodinâmica para descrever sua "variação de energia" musical.


Alessandra Crispin (Juiz de Fora/MG): Celebrando 10 anos de carreira, a cantora apresenta o projeto "Buteco da Crispin", exaltando o samba e a MPB como ferramentas de resistência e memória.


Paolo Ravley (São Luís/MA): Nome em ascensão no pop contemporâneo, Ravley mescla MPB e música eletrônica com estética performática, trazendo a bagagem de turnês internacionais e premiações da Funarte.


Dj Capone (Ribeirão das Neves): O Dj da casa é quem comanda as pick-ups do evento.

Cultura, Esporte e Lazer


O Festival Pá na Pedra vai além dos shows. O público poderá desfrutar de uma programação de artes integradas que inclui artes visuais, gastronomia e audiovisual. Fiel à sua tradição, o evento também contará com campeonatos de skate, slackline e atividades recreativas, mantendo o foco no fomento à economia local e na valorização de talentos independentes.


SERVIÇO

Festival Pá na Pedra 2026


Data: 9 de maio de 2026 (Sábado)

Horário: A partir das 16h

Local: Esplanada Ribeirão – Ribeirão das Neves, MG

Entrada: Gratuita (Retirada de ingressos pelo Sympla)

Realização: Instituto Cultural Semifusa


 
 
 

Intervenção artística ministrada por João Bicho e Mabi propõe diálogo entre estética e território no próximo dia 21 de março.


A arte urbana ganhará um novo capítulo na Casa Semifusa com a realização da oficina "Cola com Nois". O evento, focado na técnica do lambe-lambe — uma das linguagens mais democráticas e versáteis da arte contemporânea —, convida o público a explorar a cidade como suporte para a expressão de ideias e sentimentos.

Diferente de outras formas de arte, o lambe-lambe permite a fusão de diversas técnicas, como colagem, desenho e estêncil. Segundo os organizadores, a proposta da oficina é ir além da estética, utilizando a intervenção urbana como uma ferramenta de comunicação direta com o cotidiano e com o espaço em que se vive.

A atividade será conduzida pelos arte-educadores João Bicho e Mabi. A dupla pretende guiar os participantes em uma jornada criativa que relaciona a produção de imagens com o contexto social e geográfico local, criando uma dinâmica viva entre a arte produzida e o território ocupado.

A oficina busca não apenas ensinar a técnica da "cola", mas provocar uma reflexão sobre como os jovens podem se expressar e comunicar seus gostos e visões de mundo por meio da ocupação visual da cidade.


Inscrições e Requisitos

O encontro está marcado para o dia 21 de março (sábado), com duração de três horas (das 15h às 18h). Para participar, é necessário ter a idade mínima de 15 anos.

As inscrições podem ser feitas na bio do instituto @coletivosemifusa ou @casasemifusa


Serviço


Evento: Oficina de Lambe-lambe "Cola com Nois"

Data: 21/03

Horário: 15h às 18h

Local: Casa Semifusa

Rua Cataguases, 73, Sevilha B, Ribeirão das Neves.

Classificação: A partir de 15 anos


 
 
 

No último sábado, 7 de março, o silêncio da noite em Sevilha B foi gentilmente interrompido pelo eco de 36 vozes diferentes. A Casa Semifusa não foi apenas um endereço na Rua Cataguases; transformou-se no epicentro de um movimento literário que promete deixar marcas permanentes na identidade mineira com o lançamento da "Coletânea Poética Nevense".


O evento marcou a estreia oficial da Editora Semifusa e o aguardado retorno do Sarau no Ribeirão, provando que a poesia em Ribeirão das Neves não está apenas viva, mas pronta para ser exportada.


Do Efêmero ao Eterno

O grande trunfo da noite foi a materialização da oralidade. Durante anos, a produção literária local pulsou na rapidez dos saraus e nas rimas de improviso. Agora, através da coletânea, essa produção contemporânea ganha o suporte do papel.

  • Diversidade de vozes: A obra reúne 36 autores, mesclando a sabedoria de escritores veteranos com o frescor de novos talentos da região.

  • Registro Histórico: O livro funciona como um documento da alma nevense, transcrevendo sentimentos que, antes, ficavam restritos ao momento da performance.


O Renascimento do Sarau


A reestreia do Sarau no Ribeirão trouxe uma atmosfera de celebração e resistência. O público, que lotou as dependências da Casa Semifusa, pôde presenciar leituras emocionadas e performances que reafirmaram a importância de espaços culturais descentralizados.

A viabilização do projeto pelo Edital 07/2024 da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – Minas Gerais foi citada como um exemplo vital de como o fomento público pode (e deve) alcançar as periferias e regiões metropolitanas, fortalecendo a cultura onde ela nasce espontaneamente.


O Que Fica Para a Cidade


Com entrada gratuita e grande adesão da comunidade, o lançamento da Editora Semifusa coloca Ribeirão das Neves no mapa das publicações independentes de Minas Gerais. A Casa Semifusa consolida-se, definitivamente, como um polo de difusão que desafia o estigma de "cidade dormitório" para se afirmar como cidade criativa.

Para quem perdeu o evento, a obra agora inicia sua jornada por bibliotecas e centros culturais, levando o nome de Neves para além de suas fronteiras geográficas.


 
 
 
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