Seminário Metropolitano de Estudos Sobre as Periferias- 2021

 Mesa Temática I: Impactos Socioeconômicos da COVID-19 nas Periferias 

 (Terça-feira, 13/04 - 09h às 12h)

 

 

Coordenadora: Nayara de Amorim Salgado 

Link do Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/1634176560564530

Bacharel licenciada em Ciências pela PUC MG. Mestre e doutoranda em Sociologia pela UFMG. Pesquisadora do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (CRISP) e do Observatório de Ribeirão das Neves.

Sobre a Mesa: 

Inegavelmente o Novo Coronavírus evidenciou e potencializou as desigualdades existentes na sociedade brasileira, com isso torna-se urgente o debate sobre essa realidade também no âmbito acadêmico. Nesse sentido, essa mesa temática tem como objetivo a apresentação e o debate de pesquisas que buscam apreender aspectos socioeconômicos da pandemia relacionadas a realidade de desigualdades urbanas das periferias.


Serão aceitos trabalhos que relacionam questões socioeconômicas com estratégias de enfrentamento das problemáticas sociais nas periferias durante o isolamento social; intervenções públicas como respostas governamentais bem como seus impactos no cotidiano de distintos grupos sociais; transformações nas relações de trabalho e nas concepções de tempo e espaço; efeitos da pandemia sobre processos de (re) produção de desigualdades baseadas em marcadores sociais de diferença e eixos de subordinação; acesso das periferias sociais às tecnologias de informação, assim como condições sociais e econômicas para se adaptar ao novo contexto do mundo do trabalho; mobilização comunitária, cultura, lazer e sobre a vida social nas periferias em tempos de pandemia em geral.


Serão aceitos estudos empíricos e analítico-conceituais de pensadores de diferentes perspectivas teóricas e metodológicas que jogam novas luzes para o entendimento da pandemia e suas consequências para as periferias. 

 

 

 Mesa Temática II: Expressões Culturais Urbanas: Comunicação, Juventude e Trabalho nas Periferias

(Terça-feira, 13/04 - 14h às 17h)

 

Coordenadora: Mariana Barbosa Gonçalves

Link do Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8206862209573772

Doutoranda em Comunicação pela Universidade Federal de Minas Gerais e mestra em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2018). Possui graduação em Comunicação Social, habilitação Jornalismo, pela UFMG (2012). Como pesquisadora, atua principalmente no estudo de temas como gênero, feminismo, identidade e televisão. Como jornalista, trabalhou em diversos veículos de rádio e televisão, além de ter atuação como assessora de comunicação de projetos e eventos culturais.

Sobre a Mesa: 

É com grande alegria que convidamos a todas, todos e todes a participarem do Seminário Metropolitano de Estudos Sobre as Periferias, seja através da inscrição de trabalhos e argumentações orais, seja como ouvintes/debatedores, ajudando na construção do diálogo sobre os estudos produzidos sobre/pelas/nas periferias.

A mesa temática “Expressões Culturais Urbanas: Comunicação, Juventude e Trabalho nas Periferias” se inscreve no desencadeamento das ações produzidas em nossos territórios e também nas vozes que ecoam dos corpos que atuam nessas regiões. A juventude periférica não mais como objeto de estudo, mas se inscrevendo como sujeitos e sujeitas de fala.

Por muito tempo, não só as juventudes periféricas como também toda a produção cultural periférica foram deixadas (ainda mais) às margens. Longe do reconhecimento de seus saberes, poderes e quereres, quanto mais do entendimento do que é cultura (bem distantes de uma “cultura de elite”, “erudita”). Depois, foram “elevados” ao lugar de objeto de estudo. Vistos a partir do “distanciamento”, “neutralidade” e “objetividade” da ciência. Era o lugar do Outro a ser estudado e apreendido por pesquisadores inscritos em papéis dominantes. 

Em 1985, Spivak (pesquisadora indiana radicada nos Estados Unidos, uma das principais personagens do pós-colonialismo) questionava, já no título de seu artigo, “Pode o subalterno falar?”. Assim, ela questionava os limites da apreensão do Outro a partir de referências e do ponto de vista do dominante (até onde os europeus, estadunidenses seriam capazes de apreender o Outro por seus próprios referenciais?). Assim como também inscrevemos essa mesa e o Seminário no que Donna Haraway chama de “conhecimento situado” e “corporificado”. 

Por aqui, em nossa periferia, a partir dos anos 2.000, com a implantação de diversas políticas públicas de acesso ao ensino superior, as universidades passaram a ter, em seus bancos, pessoas que, antes, eram pesquisadas. Desde então, ao longo desses últimos 20 anos, esses sujeitos e sujeitas passaram, também, a ser pesquisadores e a abordar, a partir de dentro, as realidades periféricas.

Nessa mesa, evidenciamos o lugar da Comunicação na produção de sentido ligada à cultura: a produção de significados, a representação e a expressão do mundo, como formas de pertencer a uma cultura. Assim, pretendemos evidenciar as contribuições (pesquisas de diversas naturezas) da comunicação para a mobilização periférica.

Em tempos pandêmicos, de incertezas políticas, sociais e da saúde, em que as periferias são colocadas ainda mais às margens, Ribeirão das Neves se inscreve como centro de produção e diálogo de conhecimentos. Esperamos vocês

 Mesa Temática III: Turismo, Meio Ambiente e Espaços de Experiências: Diálogos em Contextos Periféricos

(Quarta-feira, 14/04 - 09h às 12h)

 

Coordenadora: Winnie Parreira Patrocínio

Link do Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3870525100107227

Pós Graduanda - Especialização em Ensino de Geografia pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Bacharel e Licenciada em Geografia, pela instituição Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais núcleo universitário Coração Eucarístico. Atualmente atua como Professora de Geografia pela SEE-MG e como voluntária pelo projeto do Cursinho Comunitário Consciência Barreiro em que atua como integrante da Coordenação. Atuou como bolsista pelo Programa de Bolsas de Iniciação Científica da PUCMinas, nas áreas de Geografia Histórica e Cartografia Histórica, financiado pela FAPEMIG.

Sobre a Mesa:

Apenas na década de 70, foi concebida a questão da energia e matéria, visto que sendo finitos, seria necessário que o seu uso fosse racional. Por isso, é impossível que pensemos a sociedade, os centros urbanos, as periferias e qualquer produto socio-histórico dissociado do meio ambiente, sabendo que a sociedade se reproduz por processos sócio-ecológicos.


As implicações do urbano em contextos periféricos ressignificam o espaço, mudando sua função para o qual foi designado. Expectativas de ordenação são surpreendidas pela própria dinamicidade proporcionada pelas redes que relacionam regiões distintas. Com a fluidez que o urbano se apresenta, sua delimitação é cada vez mais frágil pela interação que acontece entre os centros. Assim, as heterogeneidades são evidenciadas, estas que se apresentam em várias esferas e classes.


Muitas cidades recorrem ao turismo como uma estratégia importante de desenvolvimento local, um dos pressupostos para esse fato pode estar associado diminuição das desigualdades econômicas e sociais através da geração de emprego e renda, iniciativas associadas ao desenvolvimento sustentável (geoturismo), podendo gerar consequências benéficas para as periferias e há uma intenção em olhar para as periferias em produzir interesse turístico em seus em seus territórios. E pra isso, também deve-se levar em consideração as temáticas associadas ao meio ambiente e que visem a conservação da geodiversidade como é proposto pelo geoturismo.

Entendemos, aqui, a necessidade desses diálogos e convidamos pesquisadoras e pesquisadores à dialogarem conosco nesta mesa. 

 Mesa Temática IV: Políticas Públicas para as Periferias: Avanços, Descasos e Desafios

(Quarta-feira, 14/04 - 14h às 17h) 

Coordenadora: Weslaine Wellida Gomes 

Link do Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/8704032010989889

Atriz, gestora e produtora cultural, pesquisadora e cientista política. Na UFMG estudou Teatro no Curso Técnico do Teatro Universitário, Ciências Sociais e Mestrado em Ciência Política. Realizou Pós-Graduação em Políticas Culturais de Base Comunitária na Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais/FLACSO-Argentina. Membro fundadora da Tríade Cia de Teatro desde 2015 e do Coletivo de Produção Cultural La Noche é Cênica desde 2016. Criou em 2017 o Projeto "Shakespeare 2.1" de leituras contemporâneas das obras do escritor inglês e em 2020 a iniciativa "Diversidade 2.1" de assessoria a Projetos Culturais. Professora da área de Gestão e Produção Cultural da Escola Livre de Artes Arena da Cultura, de Belo Horizonte.

Sobre a Mesa:

A mesa temática acolhe trabalhos de pesquisa em andamento ou finalizados acerca da temática geral de políticas públicas voltadas para os territórios de periferias - urbanas, metropolitanas ou rurais. Interessa-nos conhecer pesquisas com enfoque na área de conhecimento das políticas públicas, compreendidas aqui como uma diretiva governamental, isto é, uma forma de ação adotada pelo governo, financiada por recursos públicos e que visa à promoção de bens e serviços destinados à coletividade. Uma política pública é sempre uma intervenção na realidade social e afeta diretamente a vida das pessoas. As políticas públicas estão sempre ligadas à instituição governamental, não à toa, já que uma política só se torna pública quando é adotada, implementada e garantida por alguma instituição governamental.

 

No vasto campo das políticas públicas a mesa busca aquelas destinadas à coletividade das pessoas moradoras de territórios periféricos. Compreendemos que os estudos atuais trazem uma diversidade de realidades associadas ao conceito de periferia, aqui consideramos as relações fruto das assimetrias de poder econômico, político, histórico e social que, ao organizar a vida e os espaços nas cidades e campos, apontam para a segregação territorial dos distintos grupos sociais.

 

Neste sentido, pesquisas sobre políticas públicas sociais, educacionais, ambientais, culturais, de saneamento básico, saúde, moradia e habitação, lazer, turismo, esporte, planejamento familiar, entre outras, construídas pelo poder público voltadas para as populações moradoras de periferias que abordem os avanços para estas populações trazidos por tais políticas, bem como, os problemas oriundos da ausência destas, são bem-vindas nesta mesa. 

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