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Tamara Franklin é a vencedora do Prêmio de Música das Minas Gerais 2021

O resultado da 8ª Edição foi anunciado durante o show da cantora e

compositora Aline Calixto, no último sábado, dia 03


A noite do último sábado, dia 03 de julho, foi especial. Mesmo sem o calor

humano das edições anteriores, a Grande Final do 8ª Prêmio de Música das

Minas Gerais, esteve memorável com show da cantora e compositora Aline

Calixto, transmitido ao vivo do Teatro Municipal Manuel Franzen de Lima, de

Nova Lima e o anúncio de Tamara Franklin, em primeiro lugar, com a música

“Estrupo”, de sua autoria.


A canção “Meu Jardim”, de Sérgio Pererê de Belo Horizonte, interpretada por

ele e pela cantora Mayí, ficou em 2º lugar e em 3º lugar a música “Noite de

São” de Leo Brasileiro, defendida pelo Grupo Guaimbê de Poços de Caldas. A

final contou com reapresentação das 12 finalistas, que estarão no CD online do

festival. Além de prêmio em dinheiro, os vencedores ganharam um contrato

com a iMusica para distribuição das canções na Claro Música. Os 60

classificados, entre os mais de 800 inscritos este ano, também poderão ser

ouvidos na plataforma de streaming da Claro.


A vencedora desta edição é a rapper mineira Tamara Franklin. Ela nasceu e

cresceu em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.

Tem 16 anos de carreira e dois alguns solos, “Anonima” e “Fugio”. Tamara

agradeceu o reconhecimento ao seu trabalho e disse que ter uma composição

que fala da condição do negro no Brasil e no mundo e as múltiplas violações de

direitos, é uma imensa esperança. “Receber a notícia no dia 03 de julho, dia do

combate à discriminação racial, e saber que a minha música foi eleita pelos

jurados a melhor composição do Estado, é uma certeza de que os olhares e

posicionamentos estão se propondo a mudar”, comemora.


O Diretor da Regional da Claro em Minas Gerais, Carlos Vale, que estava entre

os sete jurados da final, também falou da vitória de Tamara. “A letra traz uma

realidade que nos atropela, e sem sobra de dúvidas foi a melhor escolha”.

Ainda no júri, Emilio Pieroni e Guilherme Castro, curadores do Prêmio desde a

primeira edição, Maurício Ganguçu Pereira, Subsecretário de Estado de

Cultura de Minas Gerais, Vivi Seabra, Gerente de Marketing da Regional da

Claro em Minas Gerais, Leonardo Ângelo Ribeiro Costa, Secretário de Cultura

e Turismo de Nova Lima e Ulisses Gasparini, diretor da iMusica.

A edição deste ano celebrou a música mineira e seus talentosos compositores

em apresentações online, o que possibilitou ao público conhecer o trabalho

autoral dos artistas classificados. “Um mês inteiro de lives, que promoveram


integração entre os músicos, público e todos os envolvidos. Uma festa linda

que preencheu o coração neste momento tão duro e cumpriu com os objetivos

do festival”, afirma Henrique Cunha, coordenação de comunicação do Prêmio.

A Grande Final do Prêmio de Música das Minas Gerais também foi transmitida

ao vivo na Claro TV no canal 500 e pode ser revista no canal do Prêmio no

YouTube – www.youtube.com/premiodemusicaminas

O Prêmio de Música das Minas Gerais é realizado através da Lei Estadual de

Incentivo à Cultura de Minas Gerais, com o patrocínio da Claro, apoio

institucional iMusica e Claro Música, apoio da Apoio 7Meio Filmes, Prefeitura

de Nova Lima, Rádio 98 FM BH, Rádio Cidade Juiz de Fora. Gestão da Espaço

Ampliar, Nossa Senhora das Produções e Nossa Produtora, produção Trium

Brasil e FEH e realização Governo de Minas Gerais, Governo diferente, Estado

eficiente.


Sobre os vencedores:

Tamara Franklin


Dona de uma voz marcante, personalidade forte e um talento diferenciado,

Tamara Franklin nasceu e cresceu em Ribeirão das Neves - região

metropolitana de Belo Horizonte - onde, aos oito anos de idade, escrevia seus

primeiros versos. Tamara Franklin é prova da força das mulheres na cena do

rap em Minas. Usando a música como instrumento de transformação social, a

artista expõe o machismo e o racismo em suas letras com ironia e inteligência.


Sérgio Pererê


Sérgio Pererê é cantor, compositor, multi-instrumentista, ator e produtor

musical. Seu trabalho autoral é reconhecido pelo diálogo que estabelece entre

a tradição e a experimentação, pela profusão de sonoridades – com destaque

para as referências afro-latinas –, e pelo timbre peculiar de sua voz. Sua poesia

sofisticada entrelaça temas cotidianos a enunciados metafísicos e elementos

do sagrado de matriz africana, como o culto à ancestralidade e aos orixás. Já

se apresentou em várias regiões do Brasil e em países como Canadá, Áustria,

Espanha, Moçambique, China e Argentina. Em sua discografia, as referências

afro-mineiras encontram-se de forma mais inovadora com vertentes da

contemporaneidade. Faz parte desse trabalho nove discos autorais: Linha de

Estrelas (2005), Labidumba (2008), Alma Grande, Ao Vivo (2010), Serafim

(2011), Famalé (2014), Viamão (2016), Cada Um (2018), Coração de Marujo

(2020), Canções de bolso (2020), Cada Um ao vivo (2020). Além do álbum de

intérprete Revivências (2020).


Grupo Guaimbê, Leo Brasileiro


Criado no início de 2021, o Guaimbê surge da reunião de artistas da cena

musical de Poços de Caldas para produção de ‘live’ para o Prêmio de Música

das Minas Gerais.

Integrado por Aluísio Cavalcante (voz), Rodrigo Mendonça (flauta), Flávio

Danza (violão 7 cordas) e Leo Brasileiro (percussão), o grupo experimenta

cores e sabores bem brasileiros em seus arranjos.

Leo Brasileiro atuou como baixista da banda Tagua entre 2005 e 2008, em

Salvador - BA. Em 2010 se muda para Poços de Caldas – MG, onde atuou e

vem atuando como percussionista de grupos como Quarteto di Minuto’,

Rasgacero, Araçá Quarteto, Sorongaio, Samambaia e Guaimbê.


Foto: Divulgação




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