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Governo de Minas avalia corte em programas de prevenção à criminalidade, como o 'Fica Vivo!'

Em razão da pandemia do Coronavírus e das consequências econômicas da doença, o Governo de Minas Gerais anunciou que as secretarias de Estado, com exceçao da Saúde, terão que fazer cortes orcamentários. Uma das ações que podem ser impactadas são os programas de prevenção social à criminalidade, como o "Fica Vivo!".

A política de prevenção social à criminalidade existe há 17 anos e atua com o objetivo é realizar estratégias de segurança pública alternativas à repressão e ao encarceramento. Atualmente existem 63 unidades das Unidades de Prevenção à Criminalidade em Minas Gerais.

De acordo com gestores dos programa ouvidos pelo RibeiraoDasNeves.net, o governo Zema mencionou o desejo de cortar 80% do recurso da prevenção. Isso significa suspensão da política em 33 territórios com maior índice de homicídios do estado. "São territórios onde os moradores já sofrem com a ausência de políticas públicas e com a criminalização da pobreza, e agora, serão afetados diretamente por essa paralisação das atividades", disse uma liderança, sob condição de anonimato. "O impacto é imensurável e quem paga o preço pelo descaso é aquele que precisa da política, a mesma população que há séculos sofre com a formação social de um país racista e desigual", finalizou.

Em Ribeirão das Neves, a política de prevenção atua nas três regionais - Centro, Justinópolis e Veneza, atendendo milhares de pessoas em situação de violência. Um deles é o "Fica Vivo!", que atende cerca de 900 jovens por mês no município, por meio de participações em oficinas de arte, cultura, esporte, entre outros, reduzindo assim os altos índices de criminalidade ligadas a juventude na cidade.

Em nota à imprensa, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que os cortes ainda estão sendo avaliados e serão informação oportunamente. "A Sejusp reconhece a importância e a contribuição de programas atualmente executados pela pasta, mas pondera que várias áreas da segurança, assim como de todo o governo, precisarão de ajustes orçamentários em razão da queda de arrecadação proveniente da pandemia do coronavírus".



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